Mais de um ano depois de ter abandonado o ciclismo profissional, o norte-americano Lance Armstrong continua a ser "perseguido" pelas acusações de doping, algo muito comum ao longo da sua carreira, onde conseguiu conquistar por sete vezes a Volta a França.
Esta quarta-feira, a União Ciclística Internacional (UCI) anunciou ter recebido a informação por parte da USADA (Agência norte-americana antidoping) da abertura de um processo contra o antigo ciclista, de 40 anos.
Apesar de não citar o nome de Armstrong, o comunicado da UCI fala "na abertura de um inquérito a envolver um antigo ciclista e membros da sua equipa". A mesma nota revela que esta é a primeira vez que a USADA informa sobre a situação, não revelando mais detalhes sobre o sucedido.
Revelações
De acordo com o Washington Post, com a abertura deste inquérito, Lance Armstrong será banido de competições de triatlo, modalidade onde compete atualmente, assim como perderá todos os títulos conquistados na sua carreira, especialmente os sete Tours que logrou (1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005).
A carta, datada de 12 de junho, revela a recolha de amostras de sangue em 2009 e 2010, "consistentes com manipulação de sangue, incluíndo uso de EPO e/ou transfusões sanguíneas". Além deste facto, a mesma carta fala na utilização de testosterona, corticosteroides, assim como agentes que ocultam o uso de substâncias dopantes.
Reação
Através do seu site oficial, o antigo ciclista negou todos os factos: "Nunca me dopei e, ao contrário de muitos dos meus acusadores, competi 25 anos numa modalidade sem recorrer a substâncias que aumentem o meu desempenho. Assim como passei em mais de 500 controlos antidoping e nunca acusei em nenhum".
"São as mesmas acusações, assim como as testemunhas, do caso aberto pelo Departamento de Justiça, que acabaria por não dar em nada depois de dois anos de investigação", recorda o norte-americano, na mesma nota.
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